quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Hoje é dia de Portugal, de Camões (ele realmente merecia era um mês inteiro) e das Comunidades. Como alguém que vive fora de Portugal há mais de cinco anos, posso oferecer alguma perspectiva pessoal do que é Portugal e do que são outros países (nomeadamente a Inglaterra). Não vou por-me aqui a discursar anti ou pró-Portugal porque não acho que isso seja justo. O país onde nascemos e crescemos torna-se um pouco como um membro da nossa família, pode ser chato, burro e mal-educado mas é do nosso sangue e será sempre parte de nós. E eu não tenho vergonha de ser portuguesa, acho que Portugal tem muitas coisas e admiráveis mas tem, sobretudo, o problema de não dar o valor devido a essas coisas.

Em vez de me meter aqui com discursos e/ou críticas, vou então responder a algumas perguntas que acho que pessoas inteligentes e interessadas neste assunto da pátria me colocariam. Resta-me acrescentar que nunca ninguém me fez estas perguntas todas e todas estas opiniões são pessoais.


Por que é que deixaste Portugal?

No meu caso foi um conjunto de factores. Primeiramente foram razões pessoais, algumas coisas que me aconteceram levaram-me a precisar de me ir embora. Deixei o país mas até podia apenas ter deixado a minha cidade e arredores. Por outro lado, sempre quis tirar um curso de Creative Writing (Escrita Criativa). O plano inicial era completar o minha licenciatura em Letras e depois fazer um mestrado na Inglaterra. Contudo, as tais circunstâncias pessoais levaram-me a ter que procurar uma outra alternativa em termos de curso e já que tinha que sair da minha cidade e mudar de curso, porque não tirar o curso que sempre quis? Em Portugal, não há curso (universitário) de Escrita Criativa, então a alternativa era Inglaterra. Por fim, não vou deixar de acrescentar que sempre quis sair de Portugal. Eu sentia que havia uma intolerância e falta de abertura no país que eu sentia, achava que era um país regido por valores errados, que não apreciava a arte e que nunca teria um lugar para mim. Ao juntarem-se todos estes factores à minha admiração pela Inglaterra e à minha paixão e domínio do inglês, a minha mudança propiciou-se.


Gostas de viver em Londres/Inglaterra?

Gosto, mas admito que nem tudo são rosas. Não é o paraíso que eu e outras pessoas que nunca viveram aqui pensam que é. Há muitos problemas em Londres e na Inglaterra em geral. No entanto, acho que é uma cidade incrível. Nunca vi tanta gente diferente junta, o tempo não é tão mau quanto se diz (não faz sol mas não está sempre a chover), os transportes públicos podem estar sobrecarregados mas são eficientes o suficiente para não se precisar de carro, apesar de ser uma cidade grande tem muitos espaços verdes, os principais museus e galerias de arte são grátis, há uma variedade imensa de restaurantes e fast-food…E depois há os ingleses, que parecem assustar muitos portugueses, mas eu gosto muito deles. Claro que há ingleses e “ingleses” (as aspas não têm nada que ver com pessoas que não sejam de origem 100% inglesa). Os ingleses não são sisudos, são educados e amáveis e têm um excelente sentido de humor.


Tens saudades de Portugal?

Tenho saudades de muitas coisas em Portugal, sendo que a primeira é, claro, a minha família. É triste estar longe deles, não participar em momentos importantes, não estar lá quando eles precisam de mim e também não os ter cá quando preciso deles. Emigrar nunca é uma situação 100% feliz nem que seja porque acabamos por ter que deixar alguém que amamos. Também tenho saudades do sol e da praia que são duas coisas que adoro. Também não há bolos como os portugueses. Acreditem, até os pastéis de nata parecem iguarias para quem está longe. Apesar de haver muitos tipos de pão aqui também sinto saudades da minha carcaça, do meu croissant não folhado ou do pão alentejano.


O que te faria voltar para Portugal?

A minha família. Se eles precisarem de mim, eu volto logo. Há muitas coisas importantes para mim mas poucas têm a importância da minha família. Um outro factor seria um bom emprego, mas neste momento estou noiva de um inglês, logo isso teria de ser uma decisão a dois. Fora isso, aqueles factores que nos fariam fugir de qualquer país: guerra, epidemia, perseguição, pobreza, etc…


Espero ter elucidado algumas pessoas e se mais alguém quiser fazer uma pergunta, sinta-se à vontade.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Receita de Massa com Vegetais



Aqui vai uma receita simples e rápida inspirada pela minha recente visita a Roma e que é excelente para vegetarianos. A massa que usei foi a "penne" mas qualquer outro tipo serve. A receita faz duas porções e devem cozinhar a massa segundo o indicado no pacote.


Ingredientes:

Duas mãos-cheias de folhas de espinafre bem lavadas

Um quarto de um curgete cortado em fatias fininhas

Um quarto de uma cebola roxa média picada

Um quarto de um pimento amarelo cortado aos bocadinhos

6 tomates cereja cortados aos quartos

Uma colher de sopa de azeite

Uma colher de chá de pesto

Sal, oregãos e chilli a gosto


Preparação:

Numa frigideira, aqueça o azeite e comece a fritar o espinafre em lume forte. Quando as folhas encolherem junte o resto dos vegetais e mexa bem. Deixe fritar por 5 minutos em lume brando e mexendo frequentemente. Tempere com sal, oregão e chilli a gosto. Antes de servir junte a massa e o pesto e misture bem deixando fritar por mais um minuto.

terça-feira, 31 de março de 2009

Dicas, Conselhos e Sugestões sobre Roma


Aqui vão alguns conselhos nascidos da minha experiência em Roma

Escolham um hotel numa zona central. Apesar dos museus e monumentos em Roma parecerem estar bastante afastados, na realidade, é diferente. Escolham de antemão os sítios que querem visitar e fiquem num hotel perto de pelo menos dois desses sítios.

Preparem-se para andar, é o melhor meio de conhecer Roma. Tanto o passeio como a estrada são calcetados por isso sapatos de sola fina ou de salto em agulha não são aconselháveis. Se não quiserem andar, vão de autocarro. Há muitos e são frequentes mas sejam agressivos à saída e entrada. Tem que ser mesmo ao empurrão, pedir com licença não é suficiente.

Comprem o Roma Pass num quiosque turístico ou online. O Roma Pass incluí um passe de transportes multi-modal para 3 dias e duas entradas grátis em museus/monumentos participantes (entre eles o Coliseu) e descontos em muitos outros. E o melhor de tudo é que custa apenas 23€!

O trânsito é um caos. Se acham que Portugal é mau, Roma está a um nível totalmente diferente. Se ficarem à espera que os carros parem para atravessar a passadeira vão esperar muito tempo. Olhem para um lado e para o outro e desde que os carros tenham tempo suficiente para parar é completamente seguro. Não se preocupem que eles não apitam nem vos chamam nomes.

Comam muito e de tudo. Não tenham medo de provar os pratos com nomes menos familiares. Pasta fresca al dente não tem nada que ver com os fusilli secos que cozemos em 10 minutos. Se gostarem de pizza vão ver o quão diferentes as pizzas italianas são das que comemos em Portugal ou fora de Itália. Os tomates que comi em Roma foram os tomates mais saborosos que alguma vez comi na vida e os gelados são uma perdição e bastante baratos sobretudo tendo em conta o quão cara é a comida em Roma.

Não aceitem rosas de estranhos. Nem aceitem se alguém se oferecer para vos tirar uma fotografia. Eles dizem que é grátis mas não é e eles não ficam contentes só com uma nota de 5€.

Preparem-se para andar à nora e não saberem o que estão a ver. “Será que aquela coluna era de um altar ou de um fórum? Que estátua é esta? Quando foi construída esta Igreja?”. Vejam e admirem, mais não podem fazer.

Supermercados como nós os conhecemos há muito poucos e são difíceis de encontrar. Há lojas de várias coisas e mercados onde comprar comida mas supermercados não parecem ser algo muito italiano…Se quiserem encontrar um aconselho-vos a perguntarem na recepção antes de saírem. Escusado será dizer que coisas como queijo, massa, pesto e vinho são mais baratas nos supermercados do que nas lojas de souvenirs.

Aproveitem!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Em Roma, sê turista!




No início deste mês tive o prazer de visitar Roma por três dias.

Roma era uma cidade já há muito marcada no meu roteiro pessoal pelo seu grandioso espólio histórico e artístico e é, de facto, uma sensação fantástica poder dizer que já se caminhou pela Roma Antiga, ou que já se viu a Capela Sistina ou até mesmo que já se foi abençoado pelo Papa.

Como sempre eu fiquei a cargo de planear a visita e começámos o primeiro dia com o Vaticano que inclui a Praça de São Pedro, a Basílica de São Pedro e os museus do Vaticano (onde entre outras coisas está a Capela Sistina). Claro que eu quis subir ao topo da Basílica. Eu tenho esta mania, já em Paris foi a mesma coisa com o Sacré-Coeur, porém os anos não perdoam e aquela escadaria era mais sinuosa e sobretudo mais fechada. Não recomendo e há mais locais em Roma onde se pode ter uma vista panorâmica da cidade ainda melhor.

A Capela Sistina é incrível mas sofre um pouco do que eu chamo “efeito Mona Lisa”. É o que todos querem ver, é o que todos conhecem e nas fotos parece sempre maior. A verdade é que são frescos relativamente pequenos num tecto alto, não se vê muita coisa muito bem. Claro que vale a pena o longo caminho só para lá chegar.

Para terminar o dia fomos até à Fonte de Trevi que é simplesmente fascinante. Todo o trabalho em mármore é incrível porque a fonte parece sair do edifício que a suporta.

O segundo dia foi dedicado essencialmente à Roma Antiga. Primeiro fomos ao Coliseu dando uma vista aos Fóruns Imperiais pelo caminho. O Coliseu está muito mal tratado para o meu gosto. Eu tenho um grande afecto pela Roma Antiga e ver o Coliseu em tão mau estado dói. Havia partes restauradas, partes (mal) reconstruídas, não se pode subir aos andares do topo nem descer para ver as catacumbas. Na Tunísia, tive o prazer de ver o Coliseu de El-Djem que é o segundo maior e estava num estado muito melhor. Não há nada como estar longe da poluição e da mão destruidora do homem. Seguimos para o Monte Palatino, onde Roma foi fundada e vimos muitas mas muitas ruínas espalhadas em todo o lado. O maior problema de Roma é que não há placas, nem sinais nem nada parecido a indicar o que as coisas são e muito menos a dizer para o que servem. Isto, aliás, foi uma constante em Roma: a má sinalização/indicação.

Desiludidos com o Monte Palatino, fomos visitar o Panteão. O Panteão não é mais que uma igreja muito antiga e pequenina (Igreja de Santa Maria dos Mártires). O edifício é espantoso e o tecto tem um buraco no meio. A fachada denuncia a construção romana dos tempos de Adriano. O Panteão não contém muitas figuras italianas de renome, até porque o espaço é pequeno, mas destacam-se os túmulos de Rafael e de Vítor Emanuel (o primeiro rei de Itália). Depois do Panteão fomos até Piazza Navona. Ouvi maravilhas sobre a Piazza Navona e depois de ter adorado a Fonte de Trevi, as minhas expectativas eram grandes. Tal foi a minha desilusão quando vi uma praceta rectangular cheia de cafés e restaurantes e com uma fonte pouco impressionante no meio. Apesar de tudo e fiéis às recomendações dos muitos turistas e guias turísticos, jantámos lá al fresco (para mim foi mais al fredo) num dos muitos restaurantes caríssimos e nem por isso de melhor qualidade.

No terceiro dia regressámos ao Vaticano para ver o Papa na sua missa dominical. A Praça de São Pedro estava cheia de peregrinos e ao meio-dia em ponto lá apareceu o Papa na janela. Depois de irmos em paz segundo a vontade do Papa fomos ao Castelo de Sant’Angelo. Semelhante ao Panteão em termos arquitectónicos, este Castelo oferece uma vista magnífica de Roma e é uma alternativa bem mais saudável e menos cansativa ao topo da Basílica. Finalmente, visitámos o Museu de Campidoglio que contém muitas peças históricas e artísticas desde os tempos dos Etruscos até tempos mais recentes. O meu destaque é a estátua etrusca da famosa loba amamentando Rómulo e Remo, a mesma que vinha na capa dos meus livros de Latim. Pelo caminho e por engano, visitámos o monumento de Vítor Emanuel e do Soldado Desconhecido.

Infelizmente, o tempo não deu para mais. Por ver ficou o Campo di Fiori, a Escadaria de Espanha e o Palácio Barberini. Também teria gostado de visitar a casa Keats-Shelley por curiosidade e admiração por estes dois grandes Românticos ingleses. Mas não faz mal porque se se deitar uma moeda na Fonte de Trevi, o regresso a Roma está garantido!

Da próxima vez dar-vos-ei alguns conselhos sobre Roma.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Receita de Batatas Assadas

Aqui em Inglaterra há a tradição de comer um roast todos os domingos. Eu traduziria roast muito liberalmente como assado porque consiste de dois alimentos essenciais cozinhados no forno. Um é a carne: frango, porco, vaca, o que quiserem. O segundo são as batatas. O resto do roast é constituído por vegetais cozidos (nomeadamente brócolos, couve-flor, cenoura e/ou outros) e Yorkshire Pudding que é uma espécie de bolacha da qual hei-de falar um dia destes. Finalmente tudo é regado a gravy (molho resultante da carne assada e das batatas e dos vegetais). Esta refeição repete-se todos os domingos e culmina com um super-roast no dia de Natal.

Muita gente tem dificuldade em fazer boas batatas assadas no forno e não me admira porque é preciso prática, tempo e muita paciência. A minha receita tem sido um sucesso e não é muito complicada.

  • Ligar o forno a 200ºC
  • Colocar azeite numa travessa de pyrex ou inox até cobrir generosamente todo o fundo
  • Num tacho por água a ferver e descascar as batatas
  • As batatas devem ser cortadas ao meio ou em quartos mas cada pedaço nunca deverá ficar muito maior que uma batata baby.
  • Lavar as batatas descascadas e colocá-las na água fervente
  • Baixar o lume e deixar cozer por 10 minutos
  • Retirar do lume, escorrer e deixar estar por cerca de um minuto para perderem um pouco mais da água
  • Com cuidado, despejar as batatas na travessa. A esta altura o azeite deverá estar muito quente e começar a borbulhar.
  • Tempere as batatas com sal grosso e chilli moído para um sabor mais exótico
  • Regue levemente com azeite e com muito cuidado agite levemente a travessa para que todas as batatas fiquem cobertas de azeite.
  • Leve ao forno por cerca de uma hora virando as batatas pelo menos 2 vezes.

O meu segredo para um bom resultado é fazê-las com bastante espaço na travessa. Se as batatas ficarem amontoadas é provável que seja necessário mais do que uma hora para adquirirem o aspecto dourado e estaladiço.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Qual Carnaval?

Para quem não sabe, não se celebra o Carnaval no Reino Unido. Isso de mascarar e pregar partidas é mais lá para o fim do ano no Halloween. No entanto, nesta terça-feira celebrou-se a Shrove Tuesday que basicamente quer dizer que é o último dia de farra e fartura antes da Quaresma. Hoje em dia, a tradição não é tanta a da farra como em Portugal mas mais a da fartura e essa fartura é conseguida comendo panquecas.

As panquecas são uma maravilha feita de ingredientes muito básicos: leite, açúcar, farinha e também os ovos e a gordura que passam a ser proibidos durante a Quaresma. É claro que, como na maioria das tradições de hoje em dia, a componente religiosa desapareceu mas o prazer ficou, por isso, ontem o jantar foi apenas e só panquecas.

Digam lá que não é melhor que andar na rua vestido de palhaço a fugir dos balões de água? :-)



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Nestum Londres

Já falei aqui do quão difícil é vivermos longe de certas coisas com que sempre crescemos e que tomávamos como adquiridas. Uma delas é o Nestum. Eu nunca fui particularmente viciada em Nestum. A minha mãe diz que quando eu era bebé bebia era Cerelac até vomitar e a verdade é que tenho mais memórias do Cerelac e do seu cheirinho do que do Nestum.

Eu costumava comer Nestum era quando tinha dores de garganta, as faringites e laringites que tanto infestaram a minha infância e adolescência. Naqueles dias em que um copo de água parecia um desafio perante a garganta inchada, o único alimento era o Nestum Mel. É assim, com muito carinho que me lembro do Nestum Mel e é por isso que ultimamente tenho andado a devorá-lo. O Nestum Mel traz-me consolo porque me lembro de tempos em que era cuidada quando estava doentinha. Depois também os hidratos de carbono que ficam tão bem aconchegados no estômago fazem-me sentir mais alegre e protegida.

Tal como muitos outros Portugueses fora do seu país padeço dos males de querer tudo aquilo que só há em Portugal. O Nestum, apesar de ser da Nestlé, é extremamente difícil de encontrar em qualquer outro país (incluindo Espanha), então, cada vez que vou a Portugal lá trago um pacotinho, ou quando alguém me vem visitar lá vem outro. Só que ultimamente tenho andado a necessitar de doses extra de Nestum e devido ao excesso de peso na mala nem sequer trouxe um pacote quando vim das férias do Natal. A minha mãe lá mandou um pacote familiar de 750g e pagou €10 de portes (que roubalheira!) só que foi-se num instante e eu comecei a desesperar.

Há lojas de produtos portugueses no centro de Londres, nomeadamente em Stockwell e Notting Hill só que eu não vivo no centro e estes sítios ainda ficam a uma distância considerável de mim. Procurei no Ebay e não encontrei nada (será que nenhum português ainda não teve alma empreendedora para vender produtos portugueses para o estrangeiro?), procurei em Fóruns e lojas internacionais e encontrei o Supermercado Portugal que faz entregas ao domicílio. Ponderei usar os seus prestáveis serviços até que vi que quer comprasse uma caixa de Nestum quer comprasse 10 pagava demasiado de portes de envio. Com esse dinheiro chegava eu ao centro de Londres e ainda comia um pastel de nata fresquinho na Pastelaria Lisboa. Então lá convenci o meu namorado a irmos até Notting Hill de carro a um sábado por uns pacotes de Nestum.

Quando cheguei à mercearia fiquei espantada com a quantidade de gente. A comunidade portuguesa em si está em Stockwell, por isso não esperava que a loja estivesse quase intransitável. Comecei a ter leves ataques de pânico a pensar que por aquelas horas o Nestum, esse grande alimento da população portuguesa (se a Vanessa Fernandes come e ganha medalhas de prata quem sou eu para desdenhar?), já estava esgotado. Ao cantinho, entre o cheiro do chouriço e do bacalhau, lá estavam prateleiras cheias de Nestum: mel, arroz, chocolate e até maçã e canela. Além do Nestum trouxemos sal marinho, Sumol Ananás (é impressão minha ou já não é tão bom quanto era?), Pensal e latas de feijão preto e branco. Por causa da quantidade de coisas que trouxemos foi boa ideia usar o carro e estacionar naquela zona ao fim de semana não é muito complicado.

Agora espero ter Nestum suficiente até poder repor o stock na Páscoa e aqui vai uma foto do armário cheio de Nestum.